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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tutorial: Choker simples de renda

outubro 03, 2016
Olá!

Não sei vocês, mas eu tenho um monte de pedacinhos de renda perdidos, pequenos demais para usar em alguma roupa, lindos demais para jogar fora... foi aí que pensei em fazer chokers!

Tenho apreciado bastante o retorno da moda desse tipo de gargantilha. Pode ser usada desde uma referência ao rococó até o 90s goth (que é o que se vê mais nas lojas, já que está todo mundo nostálgico por essa década!).

É muito fácil e rápido de se fazer~


Materiais necessários:

- A renda ou fita que você vai utilizar
- Corrente de metal (uns 5cm, mais ou menos)
- 2 argolas de metal abertas
- 1 fecho tipo gancho
- 1 par de terminais metálicos para bijuteria

Materiais auxiliares:

- Fita métrica
- Tesoura
- Cola quente/super
- Alicate


Primeiro meça a circunferência do seu pescoço na altura que pretende usar seu colar. A medida não deve estar folgada nem apertada.

Corte a renda nessa mesma medida, procurando respeitar o design original. No meu caso, por exemplo, cortei em torno da rosa ao invés de fazer um corte reto através dela. Lembrando que neste projeto é melhor deixar a renda menor do que a medida, ao invés de maior.

Agora vamos colocar os metais! O modo mais prático é segurar o terminal com a parte lisa do alicate, como na imagem abaixo. Evite usar a parte dentada, porque ela vai marcar as peças de metal e não fica tão bonito.


Daí é só introduzir a renda nesse espaço aberto e fechar o alicate - mais de uma vez se necessário para mantê-la bem presa. Se não tiver um alicate desses, pode envolver a peça em um paninho e usar as mãos para apertar ou um objeto rígido para bater (com cuidado!). Faça isso nas duas pontas da renda, e a parte mais difícil já passou.

Terminal devidamente achatado


 Agora não tem muito mistério, e mais uma vez dá pra usar a parte lisa do alicate, um alicate de bijuteria ou até um alicate de unhas para trabalhar com as argolas.

Coloque ma argola de cada lado.
Em um dos lados, coloque o fecho tipo gancho.

Do outro lado, eu prefiro pôr mais uma argola, desta vez maior, para facilitar a colocação do choker depois.

Conectada a essa argola vai a correntinha, que serve para ajustar o tamanho do colar caso se torne necessário. É graças a ela que não tem problema se a renda for um pouco pequena!


Com isso, seu choker está prontinho para ser usado~

Claro que esta é uma versão bem simples, mas dá pra usar a mesma técnica em versões mais elaboradas. É só montar algo legal usando fitas, tecidos, rendas e o que mais você quiser e prender com os terminais como mostrei aqui.

O meu ficou assim!

Espero que tenham gostado, qualquer dúvida é só perguntar nos comentários~

Até a próxima!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Aniversário!

setembro 27, 2016
Olá~

Dia 24 de Setembro foi meu aniversário de 22 anos! ahahahahaha ha...

Em geral não faço nada de muito especial nesse dia, só o que der na telha, visto uma roupa bonitinha que me deixe feliz e como coisas gostosas~ prazeres simples da vida. Fiquei especialmente satisfeita que o clima colaborou. Nessa época do ano é normal fazer muito calor, mas o fim-de-semana foi bem fresquinho do jeito que eu gosto.

Comemorei com a família em casa, como sempre. Eu e minha mãe fizemos um dos meus pratos prediletos para o almoço: talharim ao molho Alfredo com camarão. Modéstia à parte, ficou delicioso! *-*

Nom nom nom

Também fizemos um bolo - o bolo mais cheio de chocolate que já vi na vida. É uma receita do ICKFD, e apesar de muito gostoso, é realmente chocolate demais. Poderia ter metade do recheio/cobertura e uma massa de pão-de-ló, que já estaria de bom tamanho!

Confeitar não é meu forte haha

B-day girl

Roupinha com tema náutico: jaqueta da Scene, vestido da Ultra Pink, meias da sessão masculina da Primark, botas vinho da Arezzo, pulseira nova da Carmen Steffens. Batom Cherry Pie da Maybelline!

Aliás, um dos presentes que ganhei de aniversário foi esse espelho, bem maior que o antigo e perfeito pra tirar mais fotos de look do dia para o blog ;)

No dia seguinte, fui ao karaoke com os amigos! Sabem como eu adoro... Canto sempre as mesmas músicas (que já sei que saem menos mal haha) mas o mais legal é rever os amiguinhos performáticos <3

Pena que não tirei foto de todo mundo i-i


Também não entendi a pose

Meio gótica suave, sei lá: peignoir handmade, vestido da Forever21 (sessão plus size amorzinho), botas Arezzo e colar handmade. Gradient lips com o Black Cherry da NYX, e acho que não dá pra ver direito mas rolou uma sombra vermelha + máscara vinho da Etude House nos cílios inferiores <3 

Bem, esse foi meu fim-de-semana~
Agradeço a todos que me desejaram parabéns e comemoraram comigo :D

Até a próxima!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Making of: Corset

setembro 12, 2016
Oi!

Como vão?

Recentemente concluí um projeto que queria fazer há muito tempo, então resolvi compartilhar meu orgulhinho com vocês! Como sabem, adoro moda histórica e moda alternativa, e uma coisa que ambas têm em comum são os corsets.

Ficou assim! <3

Lembrando que existe uma grande diferença entre corset (ou espartilho, em português) e o chamado corselet ou corpete: enquanto o corset ~de verdade~ é feito com materiais mais resistentes para modelar o corpo e durar bastante, inclusive como peça íntima, o corselet é uma adaptação moderna que tem função apenas estética como peça de roupa.

É só pensar que as mulheres da Era Vitoriana, por exemplo, usavam corset sob os vestidos por horas a fio, todos os dias, durante anos - e fica claro que esse corset não poderia ser feito apenas com cetim e barbatanas de plástico!

Eu já tinha tentado fazer corsets antes, mas devido a uma modelagem e materiais inadequados, mesmo usando barbatanas metálicas eles não passavam de corselets. Apesar de algumas restrições, consegui encontrar materiais mais apropriados e confeccionar, espero, a primeira de muitas peças desse tipo.

O modelo é um waist cincher - ou seja, abrange apenas a região da cintura mesmo, quase como um cinto largo. Isso foi uma decisão econômica, já que me permitiu gastar uns materiais sobressalentes que tinha aqui em casa e praticar técnicas novas em uma escala menor!

Molde~

Eu mesma tracei o molde, com uma redução/redistribuição de 10cm somente na cintura. Essa é considerada uma medida não muito extrema, mas o efeito é visível. Escolhi um tecido preto com brilho prateado para a parte de fora e forro listrado preto-e-branco (meio Tim Burton?), bem minimalista.

De frente, fora do corpo

Esse sistema de abrir e fechar o corset na frente surgiu no século XIX, e é uma mão na roda. Acho lindos aqueles corsets que são lisos na frente, só com o lacing atrás, mas devem ser muito mais difíceis de vestir. 

Meu corset tem esse busk na frente, um par de barbatanas "retas" atrás (dei uma entortadinha nelas por conta da minha lordose) e mais 8 barbatanas espiraladas distribuídas por ele todo. Na próxima vez com certeza colocarei mais barbatanas, para diminuir esse aspecto enrugado.

Parte interna do corset

Caprichei ao máximo na construção dessa peça, queria que ficasse tão bonita por dentro quanto por fora e durasse bastante. Ainda cometi alguns erros, mas é normal. O fato de ter forro ajuda muito a esconder alguns errinhos, mas as costuras estão bem bonitas por fora e o viés foi todo costurado com pontos invisíveis à mão.

Detalhes

A foto acima à direita mostra um exemplo de flossing, que é um bordado que não só decora o corset como ajuda a segurar as barbatanas no lugar, para que elas não "pulem" sob a pressão. Não tenho muito experiência com bordado, então só fiz em alguns pontos nas costas, mas até que ficou bonitinho~

Já tenho mil ideias borbulhando para os próximos projetos! Quero experimentar novas técnicas e materiais.
Pra quem se interessar, tenho um painel no Pinterest só com espartilhos inspiradores, desde os históricos até os mais modernos: https://br.pinterest.com/shirayukin/corsets/

Até a próxima :D


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sobre a "morte de Harajuku"

agosto 01, 2016
Olá!

Hoje vai ter textão~

Pra quem não conhece, Harajuku é uma região de Shibuya, um bairro de Tokyo, e é dali que surgem alguns dos mais ousados e interessantes estilos de rua do mundo. Principalmente a partir dos anos 90 a área se tornou um ponto de congregação de jovens interessados em moda, vasculhando as ruas cheias de lojas de marcas que vão do indie ao mercado de luxo. O bairro fica num ponto vital da cidade, com localização nobre, e abriga também o grande Templo Meiji, o parque Yoyogi, vários restaurantes e alguns museus.

Rua Takeshita em Harajuku

Não sei vocês, mas eu tenho ouvido muito falar da morte (ou declínio, para os menos exagerados) de Harajuku como centro de moda. Desde esse artigo do Tokyo Fashion a discussões mais casuais em blogs e redes sociais. Há uma evidente preocupação com a situação atual da moda de rua japonesa e seu futuro, e acredito que para todos os interessados não só em j-fashion, mas em moda alternativa em geral, vale a pena se aprofundar no assunto.

Pra começar, essa conversa não é exatamente nova. De tempos em tempos aparece alguém falando que o estilo x está morrendo, não existe mais no Japão e coisas do tipo. O fato é que modas vêm e vão, deixam de ser populares com o tempo, mas em geral sempre resta pelo menos um pequeno grupo de seguidores ferrenhos que nunca as abandonam.

Mas quando se fala de mudanças em Harajuku em si, o problema é maior porque o bairro é tradicionalmente um criadouro de novos estilos. Com o recente fechamento das lojas físicas das marcas h.Naoto e Milklim, toda a atenção se voltou para essa questão. Por que tantas lojas têm fechado nos últimos anos? E quão reais são os rumores sobre a diminuição de alternativos circulando por Harajuku?

A loja da Milklim em Harajuku fechou as portas em Julho.


Várias hipóteses têm sido levantadas. Não acredito que uma ou outra seja a singular responsável: provavelmente são vários fatores que vêm afetando a cena alternativa no Japão, e um vai exacerbando o outro.

Um desses fatores é o aumento do turismo. Isso pode soar bom, e talvez até seja do ponto de vista econômico tradicional. Em teoria, quanto mais pessoas, mais vendas. Contudo, os turistas que visitam Harajuku para ver e tirar fotos dos estilos diferentes que existem por lá não são as mesmas pessoas que efetivamente compram roupas desses estilos. Eles entram nas boutiques alternativas, tiram fotos das lolitas, e vão pra H&M comprar uma camiseta.

Daí já se tiram várias outras questões: cada vez aparecem mais lojas de fast fashion e fast food para atender à demanda de turistas, por vezes tomando o espaço das marcas de nicho; as preparações para eventos como as Olimpíadas de Tokyo em 2020 significam dispersar os grupos de jovens em locais públicos, além da renovação de vários prédios, o que encarece o aluguel para as lojas menores.

É cada vez mais difícil encontrar cosplayers e pessoas vestindo moda alternativa na Ponte Jingu, antigamente um dos points de Harajuku. Foto: camknows

Além disso, algumas das tribos urbanas não gostam de ser fotografadas e tratadas como algo exótico pelos gringos gaijins e passam a evitar se expor em Harajuku. Com as redes sociais, fica fácil compartilhar seus looks sem precisar sequer sair de casa. Isso, combinado com o envelhecimento da população japonesa/diminuição do número de jovens no país, explicaria o aparente sumiço da juventude estilosa das ruas.

Mas será que é "só" isso? Até agora falamos mais de como fatores externos às comunidades alternativas as afetam. Mas e as mudanças internas?

Vi alguns textos culpando principalmente o comércio de réplicas e os competidores estrangeiros, e como eles diminuem as vendas das boutiques japonesas. Apesar de ser um ponto importante, afinal existe aí uma competição direta, acredito que o problema talvez seja mais profundo.

Conversando certa vez com minha professora de inglês para estrangeiros em Londres, ela comentou que alguns anos atrás vários alunos japoneses iam às aulas vestidos nos trinques em estilos alternativos, super inovadores e comprometidos com seu visual. Hoje em dia, porém, todo mundo usa roupas mais... comuns.

Lojas das redes H&M e Forever 21 em Harajuku. O problema não é tanto a fast fashion em si, mas o impacto que tem sobre as lojas sem igual do bairro.

É fato que a proliferação das redes de fast fashion, oferecendo roupas de forma fácil, rápida, barata e ainda com estilo, causa mudanças no comportamento dos jovens consumidores de moda. Usar um estilo alternativo dá trabalho, pode custar muito caro e tem um impacto social que nem sempre é desejado.

Também não podemos negar a influência da globalização, com o compartilhamento de estilos através da internet. Assim como alguns de nós se inspiram nas j-fashions, a moda japonesa é influenciada principalmente pelas tendências norte-americanas e sul-coreanas, o que leva a uma certa massificação do vestuário.

Muitos dos estilos que reconhecemos como representativos de Harajuku nasceram de uma vontade de se opor às rígidas regras da sociedade - um pouco como o movimento Punk no Ocidente. Mas essa ferocidade do início naturalmente vai minguando, até que existam poucos adeptos do estilo como era originalmente. A influência fica, mas de forma diluída. Assim também as Ganguros deram espaço a estilos mais suaves de Gyaru, e a moda do OTT Sweet Lolita vai se voltando para um Classic mais simples.

A modelo RinRin Doll explica que para ela a moda Lolita tem um quê de feminismo, já que a pessoa não se veste para agradar os outros, mas a si mesma.

A moda é cíclica e precisa desses "respiros" depois de momentos muito intensos. Mesmo dentro de estilos alternativos, que são em geral mais exagerados por excelência, existe esse vai-e-vem - com a exceção de uns poucos corajosos. É um processo natural e que pode ser positivo, por dar a oportunidade de refletir, "resetar", e quem sabe criar algo mais inovador ainda da próxima vez.

Alguns estilos mais recentes, como Larme e Peco-kei, são bem mais próximos da moda mainstream do que, digamos, Visual-kei e Decora - mas nem por isso são ruins. São cheios de possibilidades de crescimento justamente por serem tão abertos à interpretação.

Swankiss/Larme: alternativa suave

É triste ver lojas fechando, mas sabemos que algumas delas permanecem com lojas online ou em outros pontos. Não é o fim para eles. Pessoalmente só espero que, mesmo com todos esses fatores externos, a geração atual de fashionistas não acabe ficando estagnada, se contentando com o estilo ready-to-wear e deixe de flexionar os músculos criativos. Harajuku sempre foi tido como um poço de criatividade e seria uma grande pena perder isso.

Ainda assim, vale lembrar que a criatividade está dentro dos indivíduos. Mesmo se Harajuku como conhecemos hoje fosse demolida e virasse um shopping center gigante patrocinado pela Coca-Cola e McDonald's, a história e a influência do bairro devem continuar. A vontade de querer inovar e se expressar através da vestimenta não está atrelada àquele lugar físico - é uma opção que milhares de pessoas fazem todos os dias, em todo o mundo!

Então, respondendo à pergunta: Harajuku está morrendo?
Acho que Harajuku e seus estilos são que nem a Sininho: existem enquanto houver quem acredite neles.

Fica aqui um convite à discussão!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Lolita 100% nacional e off-brand

julho 25, 2016
Ois!

Depois do bafafá que foi o lançamento do Rocking Horse da Melissa, eu fiquei com a seguinte ideia na cabeça: será que é possível montar um look que se encaixe na moda Lolita, cheia de especificações do jeito que é, só com itens off-brand e nacionais?

E aí, claro, fui atrás de pesquisar e no final das contas consegui montar 3 looks que, acredito eu, não fariam feio em um meeting. É claro que algumas peças são mais difíceis de se encontrar do que outras - saias e vestidos tipicamente lolita não são coisas que acontecem sem querer. Mas com um pouco de criatividade dá pra descobrir peças que são bem versáteis.

Todas essas peças podem (ou já puderam um dia; algumas já esgotaram) ser compradas a pronta entrega em lojas ou sites no território nacional. Nenhuma delas foi feita pensando exclusivamente na moda lolita. Ah! E a maioria tem preços bem favoráveis. Preparados?

Sweet Lolita
Laços: Laçaroty
Cardigan: Endless
Camisa: Posthaus
Saia: Antix
Bolsa: Petite Jolie
Sapatos: ZPZ Shoes
Ok, admito que Sweet não é meu forte, mas realmente queria montar algo com esse sapato e bolsa! ZPZ Shoes é um achado, cheia de calçados engraçadinhos. A Antix sempre foi queridinha das fofas e românticas, e de vez em quando lança peças em comprimento midi que podem comportar algum poof.

Classic Lolita
Tiara: Pri Schiavinato
Camisa: Forever21
Saia: Cuplover
Bolsa: WJ Acessórios
Sapatos: Ana Mello
Não conhecia a Cuplover, mas tem umas peças muito gracinha! A maioria que encontrei é nesse tecido acetinado que é meio raro em lolita, mas quando bem usado fica muito elegante. Procurei combinar com peças simples, mas com toques especiais: o dourado nos sapatos, o relevo na bolsa... Esse é um look que acho que merecia alguma peça mais tipicamente lolita, como está pode tanto ser quanto não ser.



Gothic Lolita
Brincos: Fabiana Haverroth
Blazer: Renner
Camisa: Forever21
Saia: Vudu
Bolsa: Oscar Calçados
Meia-calça: Trifil
Sapatos: Melissa
Saias volumosas e cheias de babados e rendas, como é o comum em lolita, são muito difíceis de se encontrar por aí. Lojas retrô/rockabilly como a Vudu já resolvem metade do problema com suas saias godet, que com certeza acomodam uma anágua (além de ter o comprimento "correto"). O charme fica por conta dos acessórios, que trazem o gótico para o conjunto simples. E vou te falar, a Melissa é realmente uma dádiva nacional para as alternativas <3


Ufa! Não foi tão fácil achar essas peças - e pode ser mais difícil ainda encontrá-las pessoalmente. Mas fica aqui a dica de por onde começar a procurar. Com o tempo se pega a prática e já se sabe só de bater o olho se uma peça funciona ou não para o estilo pretendido. Peças de roupa que parecem não ter nada a ver podem acabar se revelando verdadeiras jóias quando inseridas num bom styling.

Pra se ficar de olho:
- Lojinhas com temática retrô como a Vudu e a ZPZ Shoes
- Românticas tipo a Antix e a Cuplover
- Lojas aleatórias da sua região! Nunca se sabe o que elas podem esconder~

Espero que tenham gostado, talvez se inspirado um pouco. Gosto muito de off-brand em lolita porque as peças podem ser usadas em milhares de outros estilos, algo que nem sempre é verdade com peças feitas para serem lolita.

E vocês? Conhecem alguma outra loja tipo "diamante bruto" que não foi mencionada?

Obrigada por ler e até a próxima!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Peco-kei, menhera, uchuu-kei... o que são?

julho 05, 2016
Ois!

Outro dia eu estava tranquilamente surfando pela internet quando me deparei com uma foto de "look do dia" com a tag uchuu-kei.

Fiquei olhando para o monitor com cara de tacho e um enorme ponto de interrogação em tons pastel surgiu sobre a minha cabeça. Pra mim, aquele look poderia facilmente ser descrito como fairy-kei ou aomoji ou algum desses outros estilos populares.
O mesmo eu poderia dizer de outros estilos elusivos surgidos recentemente, como menhera e peco-kei. E a partir daí comecei a pensar sobre como vários desses estilos quase não têm diferença entre si. Então pra você que ficou perdidinha que nem eu, vamos lá:

Antes de qualquer um desses, havia decora. Me lembro de quando lolita ainda era old-school e gyaru e decora eram estilos bem populares. Decora vem de decoration e basicamente consistia em looks cobertos por acessórios da cabeça aos pés: milhares de presilhas na franja, muitos colares, muitas pulseiras, muitas cores.

Decora ainda existe! Foto do vídeo do Tokyo Fashion

aomoji é um termo bem amplo: literalmente quer dizer "caracteres azuis", em oposição aos caracteres vermelhos nos títulos das revistas de moda mais tradicional. Ou seja, é um estilo que procura se opor às regras e convenções da moda, deixando cada um vestir o que quiser. Isso muitas vezes resulta em combinações excêntricas, que são o ponto mais marcante do estilo aomoji. Mas, como estilo sem regras, aomoji é praticamente impossível de definir. Alguns looks simplesmente tem "cara de aomoji", outros não. Pra mim, vários desses próximos estilos poderiam ser classificados como sub-estilos dentro de aomoji.

Kyary Pamyu Pamyu, musa do aomoji, e Janz no shoot inspirado que fizemos ano passado <3

Pelas minhas pesquisas, fairy-kei, pop-kei e spank! são a mesma coisa. Spank! na verdade é o nome de uma marca de roupas, e a própria dona da marca, Tavuchi, demonstra certa surpresa com o fato de algumas pessoas chamarem o estilo assim. É um estilo inspirado na cultura pop dos anos 80 até início dos anos 90, com muito uso de cores pastel. Noto que as pessoas tendem a associar o nome fairy-kei com os looks mais esvoaçantes e em cores claras, e pop-kei ou aomoji com os looks mais coloridos.

Tavuchi e Choco! Foto do JapaneseStreets

O nome menhera vem de mental health (saúde mental), e eu diria que faz parte da onda creepy-cute (onde se enquadra também o pastel goth - recomendo esse texto do Moda de Subculturas). É basicamente fairy-kei com elementos médicos ou hospitalares: curativos, pílulas e comprimidos, tapa-olho, byojaku (aquela maquiagem de doentinha), seringas, machucados falsos... como uma versão guro, mas não sangrenta. A meu ver, é mais uma temática sobre um estilo já existente, até porque alguns desses elementos já estavam presentes em outros estilos - por exemplo os curativos coloridos em decora.

Mei modelando para a marca Omocat, achei bem no espírito menhera!

Por falar em byojaku, existe também o Peco-kei. Quem é Peco? Aparentemente a nova musa de Harajuku. A fama dela ainda não se espalhou tanto pelo mundo, mas no Japão há uma certa Pecomania. Ela tem marca própria, a Peco Club, e seu estilo é mais para os anos 90, inspirado em As Patricinhas de Beverly Hills. Ela e o boy Ryucheru (muso do genderless-kei, basicamente androginia kawaii) parecem Barbie e Ken das antigas. Outro ponto importante é que por baixo de toda a fofura, Peco demonstra um pouco de atitude durona: às vezes as roupas têm spikes, palavrões ou frases feministas, o que não acontece na maioria dos estilos kawaii.

Saca só essa franja repartida no meio. Mais 90's não há.

Por fim, chegamos ao uchuu-kei. Uchuu é literalmente espaço sideral, e esse é o tema dos looks. Visualmente, também se enquadraria em fairy-kei/pop-kei ou aomoji, mas com ênfase nos metalizados, holográficos, estampas de estrelas, galáxias e alienígenas, ou o que os anos 80 achavam que o futuro traria. Acredito que esse seja também apenas um tema dentro de estilos maiores, mas como é bem novo, ainda não vi muitas pessoas explicando nem usando na prática, pode ser que o uchuu-kei ainda evolua. 

Estampas siderais e plástico à beça.

Enquanto escrevia o artigo, também me deparei com outros estilos/sub-estilos/temas similares que não são grandes ainda, mas quem sabe...

Mahou-kei: fairy-kei/tudo o que aprendemos hoje com temática de magical girl. Imagine Sailor Moon em tons pastel.

Party-kei: termo criado por uma moça canadense. Fairy-kei com tema festa de aniversário.

Será que esqueci de algum importante? Se souber mais sobre esses ou outros estilos similares, conta pra mim também! :D

Espero que tenha ajudado a desmistificar um pouco esses estilos. Parece que sempre estão surgindo estilos novos, mas muitas vezes eles são evoluções ou interpretações diferentes de velhos conhecidos.
Ah, e eu fiquei curiosa para saber o que vocês preferem: ter todos os estilos bem categorizados com características específicas ou classificações mais vagas e flexíveis?

É interessante que tanto os estilos japoneses quanto os ocidentais estejam convergindo para esse revival das décadas de 80 e 90. Talvez seja graças à internet e globalização, ou porque os fashionistas na faixa dos 20 anos estão se sentindo nostálgicos.

Pra finalizar, deixo esse videoclipe bem gracinha pra se inspirar, com styling da estilosa Elleanor:


Até a próxima!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Conclusão do curso de Moda

dezembro 28, 2015
Olá!

Tem alguém aí? haha
Fiquei afastada do blog e de várias outras coisas justamente porque estava ocupada com o trabalho de conclusão da faculdade. Pois é, esse ano eu me formei em Moda! :D

Ao longo do caminho houve alguns tropeços, desde mudança no tema do trabalho, costurar 11 peças de roupa sozinha em menos de 1 mês, até o tropeço literal durante apresentação final (minha cara fazer isso), mas no final tudo correu bem, estou satisfeita e pronta para novas empreitadas.

Minha monografia - Memento Mori: As faces da Era Vitoriana na moda atual - tratou de 4 sub-temas: a moda vitoriana, a Exposição de 1851, o luto vitoriano e o verde de Scheele. Na coleção final (7 looks, 6 foram confeccionados) eu busquei contrapor a vivacidade e exuberância com a morte e o macabro. Muitas imagens em frente!


Fotos do meu caderno de processos! Colagens, estudos, rascunhos, amostras... tem de tudo aí!

A coleção completa foi apresentada na Banca Externa. Basicamente, cada aluno entrega uma monografia, monta um painel com cartela de cores, tecidos, croquis, que é apresentado verbalmente para os convidados, e depois há um desfile. Tudo isso é avaliado pela banca.

No dia dessa apresentação  virei a noite acordada tentando terminar as coisas que faltavam e não comi nada porque estava muito nervosa. Além disso a apresentação, que era à noite, atrasou um bocado. Ou seja, na hora de apresentar eu mal conseguia parar em pé, com dor de cabeça, náusea e vontade de chorar. Não foi muito legal, não haha. Não façam isso.

Minha cara até tava combinando com o tema hahaha :(

Modelos da Casa Agência logo antes do desfile

O desfile foi no auditório da FASM, então não é uma passarela reta comum

Os alunos que tiram entre 9 e 10 na Banca Externa participam do Fórum FASM, onde desfilam suas coleções completas (a não ser os de acessórios, infantil, figurino e tal). Quem tira entre 8 e 9 participa de uma Performance durante o Fórum, com apenas 2 looks - eu fiquei nessa parte!

Foi aí que os RHS me traíram lol

Ah, eu também fiz uma sessão de fotos com uma modelo, para criar um catálogo conceitual da coleção. Estava com dificuldade em encontrar um lugar adequado para as fotos, mas uma professora gentilmente cedeu a casa do pai dela para eu fotografar. Foi muito divertido, é uma casa antiga e cheia de histórias! (obrigada, Paula! :D)

Só um parênteses, achei bem engraçado que quando eu usei lolita no Fórum, um modelo falou que parecia que meu vestido era da Baby, mesmo sendo da Bodyline! Valeu, moço i-i haha





  
A modelo era uma fofa, a Aleandra da Oxx Agency :)

Pra quem se interessar, minha monografia em livro e em CD + fotos ficarão disponíveis para consulta na biblioteca da Faculdade Santa Marcelina em Perdizes. Mas se alguém precisar de referência, pode me pedir o PDF. Estou aberta a dúvidas sobre como é fazer faculdade de moda, o processo do trabalho, como foi e tal :D

Por fim, agradeço a todos que me ajudaram direta ou indiretamente! Família, amigos, colegas, modelos...

Agora estou tirando umas férias pessoais - se bem que minhas "férias" sempre envolvem desenhar, costurar, tirar fotos... ou seja, nada muda, exceto a ausência de prazos de entrega haha. Mas isso e detalhes da minha viagem em janeiro são assuntos para outros posts!

Espero que tenham tido um feliz Natal/festas e que tenham também um ótimo Ano Novo!

Até a próxima!

Contato

shirayukin@hotmail.com
juliana.pomon@gmail.com